Aparência
Glossário
Termos regulatórios e técnicos usados nesta documentação, em ordem de assunto. Quando existe um termo oficial em português, ele aparece primeiro.
Regulação e governança
Banco Central do Brasil (BCB): Regulador do Open Finance Brasil. Aprova a convenção dos participantes e edita, com o CMN, as normas do ecossistema, como a Resolução Conjunta nº 1/2020.
Conselho Monetário Nacional (CMN): Coedita com o BCB as resoluções do Open Finance Brasil.
Superintendência de Seguros Privados (SUSEP): Reguladora do Open Insurance Brasil. Define as diretrizes do ecossistema e pode incorporar as propostas técnicas dos participantes à regulação.
Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP): Edita a Resolução CNSP nº 415/2021, que institui o Open Insurance Brasil.
Estrutura de governança: Entidade formada pelos participantes de cada ecossistema. Opera o Diretório de Participantes, publica os padrões técnicos (APIs e perfil de segurança) e conduz a certificação funcional.
Diretório de Participantes: Cadastro oficial de cada ecossistema, com as organizações, os servidores de autorização, os softwares registrados, os certificados e as chaves públicas (JWKS). É operado pela estrutura de governança. Uma organização pode ter mais de um servidor de autorização.
Certificação: A certificação funcional das APIs é conduzida pela estrutura de governança. A certificação do perfil de segurança é feita pela OpenID Foundation (OIDF), com a suíte oficial de conformidade.
Ecossistemas
Open Finance Brasil (OFB): Ecossistema do BCB para compartilhamento de dados e serviços financeiros. Está organizado em quatro fases:
- Fase 1: dados abertos das instituições, como canais de atendimento e produtos.
- Fase 2: dados cadastrais e transacionais dos clientes, como contas, cartões e operações de crédito.
- Fase 3: serviços, como a iniciação de pagamentos via Pix e o encaminhamento de propostas de crédito.
- Fase 4: outros dados, como câmbio, credenciamento, seguros, investimentos e previdência.
Open Insurance Brasil (OPIN): Ecossistema da SUSEP para compartilhamento de dados e serviços de seguros, previdência aberta e capitalização. Está organizado em três fases: dados abertos das sociedades; dados dos clientes; e serviços de iniciação de movimentação, como contratação, resgate, portabilidade e pagamento de sorteio.
Papéis dos participantes
Instituição transmissora de dados: Instituição que detém o relacionamento com o cliente e compartilha os dados dele, com consentimento, por meio das APIs reguladas. No Open Insurance: sociedade transmissora. Em textos em inglês também aparece como data holder ou data provider.
Instituição receptora de dados: Instituição que, com o consentimento do cliente, consome os dados compartilhados por uma transmissora. No Open Insurance: sociedade receptora. Em inglês: data receiver.
Instituição detentora de conta: No Open Finance, a instituição onde o cliente mantém a conta de onde sai o pagamento.
Iniciadora de transação de pagamento (ITP): No Open Finance, a instituição que inicia um pagamento, a pedido do cliente, na instituição detentora da conta.
Sociedade iniciadora de serviço de seguro (SISS): No Open Insurance, a sociedade que inicia serviços, como contratação ou resgate, a pedido do cliente, na sociedade onde o produto é mantido.
Servidor de autorização: Serviço OAuth 2.0 / OpenID Connect de um participante, registrado no Diretório, que autentica o cliente e emite os tokens de acesso às APIs.
Consentimento
- Consentimento: Autorização expressa do cliente para compartilhar dados ou iniciar um serviço, com finalidade, permissões e prazo definidos. Os estados variam conforme a API:
- Compartilhamento de dados (Open Finance e Open Insurance):
AWAITING_AUTHORISATION,AUTHORISEDeREJECTED. A revogação pelo cliente leva o consentimento aREJECTED, com o motivoCUSTOMER_MANUALLY_REVOKED. No Open Insurance também existe o estadoCONSUMED. - Pagamentos (Open Finance): incluem ainda
CONSUMED(consentimento utilizado) ePARTIALLY_ACCEPTED. - Pagamentos automáticos (Open Finance): são os únicos com o estado
REVOKED.
- Compartilhamento de dados (Open Finance e Open Insurance):
Segurança
FAPI (Financial-grade API): Perfil de segurança da OpenID Foundation para APIs financeiras, construído sobre OAuth 2.0 e OpenID Connect.
Perfil de segurança FAPI-BR: Perfil brasileiro, baseado no FAPI 1.0 Advanced, adotado pelo Open Finance e pelo Open Insurance. A versão vigente é a 2.1. Exige:
- assinatura PS256;
- autenticação forte do cliente, como
private_key_jwt; - PAR e PKCE com S256;
- ID token criptografado;
- tokens vinculados ao certificado mTLS do cliente.
Existe um perfil baseado em FAPI 2.0 em rascunho, ainda não vigente.
PS256: Algoritmo de assinatura RSASSA-PSS com SHA-256, exigido pelo perfil FAPI-BR. O RS256 não é aceito.
mTLS (TLS mútuo): Conexão TLS em que cliente e servidor apresentam certificados. No ecossistema, os tokens de acesso ficam vinculados ao certificado do cliente, de modo que um token copiado não funciona sem o certificado.
ICP-Brasil: Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira. Emite os certificados usados nos ecossistemas:
- BRCAC: certificado de transporte (mTLS).
- BRSEAL: certificado de assinatura.
PAR (Pushed Authorization Request): O cliente envia os parâmetros da autorização diretamente ao servidor e recebe um
request_uri, que o navegador usa em seguida. É obrigatório em todos os fluxos de autorização do perfil FAPI-BR.PKCE: Proof Key for Code Exchange. O cliente prova, no endpoint de token, que é o mesmo que iniciou a autorização. O perfil FAPI-BR exige o método S256.
JWE / ID token criptografado: O perfil FAPI-BR exige que o ID token seja criptografado para o cliente (RSA-OAEP com A256GCM), usando a chave de criptografia publicada no JWKS do software.
DPoP: Demonstrating Proof of Possession. Alternativa ao mTLS para vincular tokens a uma chave do cliente. O perfil FAPI-BR não exige DPoP.
CIBA: Client-Initiated Backchannel Authentication. Fluxo de autorização desacoplado. O perfil FAPI-BR permite que o servidor de autorização o suporte, mas não o exige.
DCR / DCM: Dynamic Client Registration e Dynamic Client Management. Registro e manutenção automáticos do cliente de uma receptora ou iniciadora no servidor de autorização da transmissora, usando um SSA.
SSA (Software Statement Assertion): JWT assinado pelo Diretório de Participantes que atesta o cadastro de um software. Ele é apresentado no DCR.
JWKS: Conjunto de chaves públicas (JSON Web Key Set) de um software ou servidor de autorização, publicado no Diretório para validar assinaturas e cifrar tokens.
Plataforma Finnest Power
CLI
finnest: Ferramenta de linha de comando que prepara, implanta, verifica e opera a plataforma na nuvem da instituição. Veja Instalar a CLI.Alvo de deploy (target): Combinação de nuvem (
awsouazure) e ambiente (sandboxouprod) em que a plataforma é implantada. É configurado no arquivofinnest.toml.Power Admin: Console web de administração da plataforma implantada.
Evidência de execução: Registro local e redigido de cada comando da CLI, em
.finnest/runs/. É usado para diagnóstico, auditoria e suporte.Outbox transacional: Padrão que grava cada evento no banco na mesma transação da operação de negócio. Um processo separado entrega o evento à fila, o que evita perder eventos ou publicá-los sem a gravação correspondente.